- Paciente
- Mulher, 68 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica controlada, diabetes mellitus tipo 2, diagnosticada há 3 meses
- Em uso de
- losartana 50mg 1x/dia, metformina 850mg 2x/dia (iniciada há 3 meses)
- Fatores de risco
- idade acima de 65 anos, diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina — fator confundidor plausível para a perda de peso, viúva há 2 anos, mora sozinha
Contexto: aposentada (ex-costureira), viúva há 2 anos, mora sozinha; a filha mora nas proximidades e a visita semanalmente - Cenário
- Unidade Básica de Saúde (UBS) — consulta de retorno de clínica médica/atenção primária · consulta ambulatorial por queixa indiferenciada (cansaço e emagrecimento), trazida pela filhaRecursos disponíveis: prontuário eletrônico com registro de peso de consultas anteriores, exames laboratoriais de rotina (hemograma, bioquímica, função tireoidiana, marcadores inflamatórios), radiografia de tórax, pesquisa de sangue oculto nas fezes, ultrassonografia abdominal, encaminhamento para endoscopia digestiva e colonoscopia via regulação
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Confirmar e quantificar objetivamente uma queixa vaga de emagrecimento antes de decidir a investigação, evitando tanto a dispensa prematura quanto a bateria de exames sem hipótese.
- • Conduzir revisão de sistemas e exame físico dirigidos pelas hipóteses mais prováveis diante de sintoma constitucional, em vez de uma varredura genérica sem direção.
- • Investigar sistematicamente história medicamentosa (incluindo venda livre) e ocupacional como possíveis causas reversíveis, sem deixar que uma causa plausível encerre precocemente a investigação.
- • Reconhecer quando um achado objetivo (perda de peso ≥5%, exame complementar alterado) exige investigação ou seguimento, e quando uma reavaliação programada é apropriada.
- • Incorporar informação trazida por um informante (familiar) de forma ética, sem substituir o diálogo direto com a paciente.