- Paciente
- Homem, 28 anos
- Fatores de risco
- condução de motocicleta em via de alta velocidade, mecanismo de trauma de alta energia (colisão frontal contra automóvel)
Contexto: trabalhador da construção civil, trazido pelo SAMU direto da cena, sem acompanhante no momento da chegada - Cenário
- Sala de emergência/trauma de hospital terciário, com equipe multiprofissional de trauma (medicina, enfermagem, cirurgia geral) pré-alertada pelo SAMU, banco de sangue e FAST à beira-leito disponíveis · recepção e avaliação primária sistematizada (ABCDE) de vítima de trauma fechado de alta energiaRecursos disponíveis: equipe de trauma multiprofissional (medicina, enfermagem, cirurgia geral), colar cervical e prancha rígida, monitor multiparamétrico (ECG contínuo, oximetria, PA não invasiva), material para descompressão torácica e drenagem pleural, acesso venoso calibroso e reserva de hemocomponentes, FAST à beira-leito, radiografia de tórax e de bacia portáteis, sonda vesical e sonda gástrica
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Organizar a equipe de trauma com papéis definidos e tarefas simultâneas, em vez de improvisar a divisão de trabalho após a chegada do paciente.
- • Corrigir cada achado identificado numa etapa do ABCDE antes de avançar para a próxima, reconhecendo que 'seguir a ordem das letras' nunca substitui tratar o achado que a etapa revelou.
- • Reconhecer sinais de choque hemorrágico compensado (taquicardia, pele fria, enchimento capilar lentificado) mesmo quando a pressão arterial ainda está normal, sem esperar a hipotensão para agir.
- • Reconhecer Glasgow menor que 8 como gatilho para retornar à via aérea (A) e garantir via aérea definitiva antes de prosseguir, e distinguir o momento da avaliação primária do momento da avaliação secundária.
- • Diante de nova deterioração clínica, interromper a atividade em curso e reavaliar sistematicamente o paciente a partir do A, em vez de tratar apenas o sinal vital isolado que piorou.