Preparo
- Osteoporose pós-menopausa: densitometria e farmacoterapia
- Sintomas gerais e inespecíficos - fadiga, mal-estar, perda de peso
- Demanda por check-up e exames sem indicação
- Individualização de metas glicêmicas por perfil (idoso, fragilidade)
- Avaliação do nódulo tireoidiano: ultrassonografia e TI-RADS
- Paciente
- Mulher, 66 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica controlada, diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina, controle habitualmente bom
- Em uso de
- losartana 50 mg 1x/dia, metformina 850 mg 2x/dia
- Fatores de risco
- idade acima de 65 anos, ansiedade relacionada a saúde (evento recente com pessoa próxima)
Contexto: professora aposentada, mora sozinha; filha mora perto e a acompanha em algumas consultas - Cenário
- Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de rotina agendada · consulta ambulatorial de atenção primária, com retorno programadoRecursos disponíveis: exames laboratoriais básicos e HbA1c, ultrassonografia de tireoide e abdome quando indicado, densitometria óssea (DEXA), referência para especialidades quando indicado, equipe de saúde da família (agente comunitário, enfermagem), tempo de consulta para aconselhamento e material educativo
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer pedidos de exames sem indicação clínica (check-up amplo por medo desencadeado por evento de terceiros) e responder oferecendo um plano alternativo concreto, em vez de apenas recusar ou apenas atender.
- • Não confirmar nem tratar um rótulo diagnóstico frágil trazido de outro serviço (ex.: 'osteopenia') sem reavaliar os fatores de risco reais que justificariam a conduta.
- • Não prescrever antibiótico para quadro com características virais, orientando tratamento sintomático e sinais de alarme para retorno.
- • Conduzir um achado incidental de baixo risco (nódulo tireoidiano subcentimétrico sem características suspeitas) com acompanhamento proporcional, evitando tanto a cascata diagnóstica quanto o abandono sem plano.
- • Reconhecer um sinal de alarme genuíno (emagrecimento involuntário) e investigá-lo com um painel objetivo e direcionado, sem usar a lógica da prevenção quaternária como desculpa para não investigar.