Preparo
- Sangramento da segunda metade da gestação
- Síndromes hipertensivas da gestação
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Gestante
- Em uso de
- sulfato ferroso, ácido fólico
- Fatores de risco
- primigesta, pré-natal de risco habitual sem intercorrências até esta consulta, gestação de 32 semanas
Contexto: G1P0, vive com o companheiro, pré-natal regular numa unidade básica de saúde, trabalha como vendedora (função predominantemente em pé), nega tabagismo e etilismo. - Cenário
- consulta de pré-natal de rotina numa unidade básica de saúde, com transporte disponível para a maternidade de referência quando a avaliação exceder o nível da atenção primária · consulta ambulatorial que evolui para encaminhamento e internação obstétrica de urgênciaRecursos disponíveis: aferição de pressão arterial e exame físico obstétrico, EAS (sumário de urina) para pesquisa de cetonúria e proteinúria, encaminhamento para maternidade de referência com cardiotocografia, ultrassonografia obstétrica e laboratório completo, exame especular estéril, hidratação venosa e antieméticos parenterais, antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, leito de observação obstétrica/internação
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar queixas fisiológicas da gestação (náuseas leves, pirose, lombalgia, cãibras) de sinais de alarme que exigem avaliação no mesmo dia, evitando tanto a banalização quanto a investigação desnecessária.
- • Reconhecer os critérios de gravidade da hiperêmese gravídica (intolerância oral, cetonúria, perda de peso) que indicam internação para hidratação venosa, e orientar medidas seguras para queixas osteomusculares e digestivas comuns, evitando anti-inflamatórios não esteroidais a partir de 20 semanas.
- • Reconhecer cefaleia de início súbito não responsiva a analgésico e dor epigástrica como possíveis sinais de pré-eclâmpsia grave, aferindo a pressão arterial e encaminhando com urgência diante de níveis em faixa grave (PA ≥160x110 mmHg) mantidos com sintomas.
- • Reconhecer redução da movimentação fetal, perda de líquido e sangramento vaginal no segundo/terceiro trimestre como sinais que não admitem conduta expectante, confirmando rotura de membranas por exame especular (evitando o toque digital) e afastando placenta prévia por imagem antes de qualquer toque vaginal diante de sangramento.
- • Reconhecer corioamnionite clínica (febre associada a hipersensibilidade uterina em paciente com rotura de membranas) e iniciar antibioticoterapia empírica sem aguardar resultado de cultura, comunicando à paciente, em linguagem acessível, o que é urgente e o que não é.