Preparo
- Comunicação de más notícias e definição de metas de cuidado
- Diagnóstico de gravidez e datação gestacional
- Paciente
- Mulher, 32 anos
- Gestante
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade prévia conhecida
- Em uso de
- ácido fólico 5mg/dia, sem outras medicações contínuas
- Fatores de risco
- gestação espontânea, sem fatores de risco identificados na primeira consulta, idade materna 32 anos — não constitui, isoladamente, indicação de teste invasivo direto
Contexto: Casada, mora com o marido a cerca de 20 minutos da maternidade de referência. Secundigesta (G2P1A0, um parto vaginal anterior sem intercorrências). Acompanha as consultas sozinha na maioria das vezes; o marido comparece quando os resultados de exame estão para sair. - Cenário
- ambulatório de pré-natal de baixo risco, com apoio de serviço de medicina fetal de referência · consultas seriadas de pré-natal ao longo do primeiro e início do segundo trimestreRecursos disponíveis: ultrassonografia obstétrica com sonografista certificada para medida da translucência nucal, laboratório com dosagem de PAPP-A e beta-hCG livre, DNA fetal livre (NIPT) disponível por laboratório de referência, com resultado em cerca de uma semana, serviço de medicina fetal para biópsia de vilo corial (CVS) e amniocentese, aconselhamento genético disponível mediante encaminhamento
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar teste de rastreio (translucência nucal, marcadores bioquímicos, DNA fetal livre) de teste diagnóstico (biópsia de vilo corial, amniocentese), em qualquer direção do resultado — baixo ou alto risco.
- • Aplicar corretamente a janela e os critérios técnicos do rastreio combinado do primeiro trimestre (CRL entre 45 e 84mm, translucência nucal e marcadores bioquímicos no mesmo protocolo), sem aceitar nem fabricar uma medida fora do critério técnico.
- • Orientar a gestante diante de um resultado de risco aumentado, incluindo a escolha entre DNA fetal livre (NIPT) e teste invasivo, sem permitir que uma decisão irreversível seja tomada com base isolada no rastreio.
- • Reconhecer as limitações de cada etapa — resultado de DNA fetal livre sem leitura, resultado de biópsia de vilo corial compatível com mosaicismo confinado à placenta — e conduzir a investigação complementar necessária antes de qualquer conclusão.
- • Escolher entre biópsia de vilo corial e amniocentese pela idade gestacional, comunicar corretamente o risco do procedimento invasivo, e comunicar um diagnóstico confirmado de forma completa e sem distorcer a gravidade.