Preparo
- Semiologia do exame osteoarticular: inspeção, palpação e amplitude de movimento
- Paciente
- Mulher, 0 anos
- Fatores de risco
- 4 meses e 10 dias de idade — consulta de rotina dos 4 meses, nascida de parto pélvico (apresentação pélvica) a termo, tia materna tratada na infância para displasia do desenvolvimento do quadril com suspensório de Pavlik — história familiar positiva, combinação de sexo feminino + história familiar + apresentação pélvica: estrato de maior risco para displasia evolutiva do quadril, pela própria estratificação do CAB 33
Contexto: Mãe, Bruna, 29 anos, trouxe Maria Luiza à UBS sozinha; o filho mais velho (6 anos) está sendo esperado na saída da escola por uma vizinha, e a mãe está visivelmente com pressa. - Cenário
- UBS — consulta de puericultura de rotina, agenda programada dos 4 meses · well_child_visitRecursos disponíveis: Caderneta de Saúde da Criança, maca de exame com boa iluminação, sala de vacinação anexa, encaminhamento formal para ortopedia pediátrica pela rede de referência
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que Ortolani e Barlow perdem confiabilidade após os primeiros meses de vida, e que a partir dos 3 meses o rastreio de displasia do quadril passa a depender da limitação de abdução e do encurtamento de membro
- • Estratificar o risco de displasia do desenvolvimento do quadril a partir de sexo, apresentação pélvica ao nascimento e história familiar, para decidir a intensidade do rastreio numa consulta de rotina
- • Interpretar um achado de assimetria de abdução e encurtamento de membro como indicação de encaminhamento prioritário, não de reavaliação no retorno de rotina
- • Definir a conduta diante de achado suspeito confirmado, sabendo que o diagnóstico antes dos 3-6 meses permite tratamento menos invasivo e com menos risco de complicação
- • Distinguir a conduta correta para displasia do quadril de condutas de outras condições ortopédicas pediátricas (como o alongamento domiciliar do torcicolo congênito), que não substituem o encaminhamento especializado