- Paciente
- Mulher, 24 anos
- Gestante
Contexto: Camila, 24 anos, primigesta (G1P0A0), sem comorbidades. Acompanhada pelo companheiro nas consultas. Trabalha como auxiliar administrativa, reside em área urbana coberta pela UBS de referência. Gestação planejada, sem uso de tabaco, álcool ou outras substâncias. Classificada como gestação de RISCO HABITUAL desde a primeira consulta. - Cenário
- Unidade Básica de Saúde (UBS) — ambulatório de pré-natal · acompanhamento pré-natal de rotina, gestação de risco habitual, ao longo de múltiplas consultas (da confirmação da gravidez até a reavaliação vacinal próxima ao termo)Recursos disponíveis: laboratório básico: hemograma, urina tipo I e urocultura, teste rápido e sorologia para HIV e sífilis, glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose (TOTG), ultrassonografia obstétrica disponível na rede, sulfato ferroso e ácido fólico disponíveis para prescrição, imunobiológicos (dT/dTpa) disponíveis na sala de vacina da UBS, equipe multiprofissional: enfermagem, serviço social e rede de proteção à mulher para casos de suspeita de violência, referência disponível para pré-natal de alto risco em caso de necessidade de encaminhamento
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Adotar um modelo estruturado de acompanhamento pré-natal (no mínimo 8 contatos) em vez de um modelo de visitas esparsas ou orientadas por sintomas
- • Solicitar e interpretar o rastreio de anemia, bacteriúria assintomática, HIV e sífilis na gestante de risco habitual, tratando achados assintomáticos que a diretriz manda tratar
- • Prescrever suplementação de ferro e ácido fólico na dose recomendada, distinguindo-a de intervenções sem benefício comprovado
- • Conduzir de forma segura, sigilosa e com plano de resposta o rastreio de violência por parceiro íntimo durante o pré-natal
- • Reconhecer que um exame pontual normal (ultrassonografia precoce) não substitui a manutenção do calendário de contatos ao longo de toda a gestação