- Paciente
- Homem, 22 anosContexto: estudante universitário, mora com os pais; chegou ao PS acompanhado da mãe, Marisa, depois de acordar de madrugada com a dor; sem comorbidades conhecidas, sem cirurgia escrotal ou genital prévia
- Cenário
- Pronto-Socorro de hospital geral com urologista de sobreaviso, centro cirúrgico que precisa ser acionado (ocupado com outra emergência no momento da chegada) e ultrassonografia Doppler escrotal disponível, mas dependente de técnico de plantão a distância no período noturno · dor escrotal aguda, súbita e intensa em homem jovem, com menos de 3 horas de evolução, chegando à noiteRecursos disponíveis: exame físico genital completo, ultrassonografia Doppler escrotal (técnico de plantão a distância, tempo de resposta variável), centro cirúrgico e equipe de urologia de sobreaviso, exame de urina tipo I, analgesia parenteral, termo de consentimento cirúrgico
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer torção de cordão espermático como emergência cirúrgica tempo-dependente pelo quadro clínico (dor súbita intensa, testículo elevado, reflexo cremastérico ausente), sem depender de sinais pouco confiáveis (sinal de Prehn, presença de reflexo cremastérico) para descartá-la.
- • Decidir por exploração cirúrgica imediata quando a suspeita clínica é alta, sem que a espera por ultrassonografia Doppler atrase o acionamento da urologia.
- • Obter consentimento informado que inclua explicitamente a possibilidade de orquiectomia antes da cirurgia.
- • Avaliar objetivamente a viabilidade testicular intraoperatória antes de decidir entre orquidopexia e orquiectomia, evitando tanto a orquiectomia precipitada quanto a fixação de tecido necrótico.
- • Realizar orquidopexia contralateral independentemente da viabilidade do lado afetado, e comunicar diagnóstico, prognóstico e sinais de alarme para torção contralateral na alta.