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Marcha: o ciclo normal e os padrões patológicos — antálgica, Trendelenburg, escarvante e espástica

Em 30 segundos

A unidade ensina o ciclo da marcha (apoio e balanço e as exigências mecânicas de cada fase) e cobra os padrões patológicos: marcha antálgica, coxálgica, de Trendelenburg com o sinal de Duchenne, falha dos flexores plantares, escarvante (pé caído), espástica em tesoura e hemiparética com circundução.

Escopo e método deste resumo

A unidade ensina o ciclo da marcha (apoio e balanço e as exigências mecânicas de cada fase) e cobra os padrões patológicos: marcha antálgica, coxálgica, de Trendelenburg com o sinal de Duchenne, falha dos flexores plantares, escarvante (pé caído), espástica em tesoura e hemiparética com circundução. O gabarito dos padrões repousa numa revisão clínica de acesso aberto (Pirker e Katzenschlager, 2017), sem diretriz aberta que os sustente (dívida declarada), e o ciclo e o teste de Trendelenburg vêm de revisão e estudos só no texto explicativo. Ficam de fora as marchas atáxica, parkinsoniana, frontal e vestibular, os valores normais, o tratamento e o risco de quedas no idoso, que é tema de geriatria.

Conferido por auditoria cega, com defeitos plantados para medir o auditor.Atualizado em 27/10/2026 · 4 fontes citadas

Material educacional escrito com apoio de IA e conferido por revisão automatizada, sem revisão médica nomeada. Não substitui o livro-texto nem orientação clínica.

Essencial

  1. O ciclo da marcha é a sequência de movimentos de um membro inferior ao caminhar, e começa e termina com o mesmo pé tocando o chão.
  2. Esse ciclo se divide em duas fases: o apoio, em que o pé está em contato com o chão e que ocupa cerca de 60% do ciclo, e o balanço, em que o pé avança sem tocar o chão e que ocupa cerca de 40%.
  3. O apoio tem subfases com papéis mecânicos distintos: na resposta de carga o membro aceita todo o peso do corpo, e na pré-oscilação (saída do pé) o hálux deixa o chão, o que marca a passagem do apoio para o balanço.
  4. O balanço termina com a desaceleração do membro, que prepara o contato inicial do ciclo seguinte; é assim que o ciclo se fecha.
  5. Cada fase impõe exigências ao corpo: no apoio, sustentar o peso e manter a pelve estável sobre o membro que apoia; no balanço, soltar o pé do chão e levar o membro à frente. Um padrão patológico de marcha é a assinatura da exigência que falhou, somada à manobra que o corpo usa para contornar a falha.
  6. O comando da marcha desce por uma via motora eferente: o trato piramidal, os nervos periféricos, a placa neuromuscular e os músculos. Por isso o exame separa as marchas espásticas, em que o tônus domina o quadro, das marchas por paresia periférica, em que a fraqueza muscular localizada é o achado.

Os músculos abdutores do quadril do membro que está apoiado mantêm a pelve estável no plano frontal enquanto o outro pé está no ar. O teste de Trendelenburg mede exatamente essa estabilidade pélvica frontal, com o paciente apoiado numa perna só.

Do contato do pé até o apoio médio, o peso do corpo tende a derrubar a pelve para o lado do membro que não apoia, e os abdutores do lado do apoio resistem a isso com contração excêntrica, ajudados pelos extensores do quadril. Se os abdutores estão fracos, a contração excêntrica é menor, e a pelve do lado oposto desce por volta do apoio médio.

Na clínica

A marcha de Trendelenburg é a descida da pelve do lado oposto ao membro de apoio, no apoio médio, atribuída à fraqueza dos abdutores do quadril. No teste, é positivo quando a pelve cai do lado do pé suspenso, e negativo quando ela permanece estável e elevada no plano frontal.

Teste-se antes de seguir

Uma pessoa com dor ao apoiar o peso num joelho anda mancando. O que ela faz com a fase de apoio desse membro, e por que isso é a marca do padrão antálgico?

A resposta fica na Avaliação, sem spoiler aqui.

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Fontes (4)
  1. Spallone G, Mancini L, Carnevale A, Campi S, de Sire A, Schena E, D'Hooghe P. Step-by-step insight into gait analysis: a narrative review unlocking knee biomechanics. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2026;34(8):2796-2813.
    refers to the sequence of movements performed by a lower limb during walking, beginning and ending with the same foot contacting the ground
  2. Pirker W, Katzenschlager R. Gait disorders in adults and the elderly: A clinical guide. Wien Klin Wochenschr. 2017;129(3-4):81-95.
    The efferent system comprises descending pathways including the pyramidal tract, peripheral nerves, neuromuscular end plate and muscles.
  3. Kline PW, Christiansen CL, Judd DL, Mañago MM. Clinical utility of the Trendelenburg Test in people with multiple sclerosis. Physiother Theory Pract. 2023;39(5):1016-1023.
    The Trendelenburg Test is a clinical assessment, which measures frontal plane pelvic stability in weight-bearing while standing on one leg
  4. Fujita T, Hamai S, Hara D, Kawahara S, Yamaguchi R, Ikemura S, Motomura G. Trendelenburg gait after total hip arthroplasty due to reduced muscle contraction of the hip abductors and extensors. J Orthop. 2025;59:57-63.
    One of the notable abnormal gaits after total hip arthroplasty (THA) is the Trendelenburg gait, attributed to weakness in the hip abductor muscles.

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