Indicadores de leito: ocupação, permanência, giro e intervalo de substituição
Em 30 segundos
Taxa de ocupação, permanência média, giro e intervalo de substituição formam uma identidade aritmética: mudar um muda os outros, e cada ficha precisa dizer o que entra no denominador e nas saídas. Não existe meta única de ocupação: normas e fichas divergem conforme a finalidade e o acesso.
Escopo e método deste resumo
Taxa de ocupação, permanência média, giro e intervalo de substituição formam uma identidade aritmética: mudar um muda os outros, e cada ficha precisa dizer o que entra no denominador e nas saídas. Não existe meta única de ocupação: normas e fichas divergem conforme a finalidade e o acesso. A definição vigente em portaria do MS não foi localizada; a unidade usa fichas (ANS, SMS-Rio, Manual NIR) e rotula a natureza de cada uma.
Material educacional escrito com apoio de IA e conferido por revisão automatizada, sem revisão médica nomeada. Não substitui o livro-texto nem orientação clínica.
Este é um resumo curto
A unidade tem pouco texto explicativo porque ela trabalha com cartões e perguntas. O estudo completo, com as perguntas e a avaliação, está no app.
Essencial
- Num período de D dias com L leitos operacionais, os pacientes-dia são a taxa de ocupação operacional (em fração) vezes L vezes D.
- O número de saídas do período é os pacientes-dia divididos pela permanência média: a permanência é a razão entre pacientes-dia e saídas.
- O giro é o número de saídas dividido pelos leitos do período; a ficha precisa dizer de quais leitos se fala.
- Os leitos-dia vagos do período são os leitos-dia operacionais menos os pacientes-dia.
- O intervalo de substituição é a razão entre os leitos-dia vagos e as saídas, em dias; escrito pela ocupação e pela permanência, é (1 menos a ocupação) vezes a permanência, dividido pela ocupação.
- h1 · Dois relatórios de ocupação do mesmo hospital divergem, ou duas unidades querem se comparar pelo mesmo indicador. · Antes de discutir o número, confira o que entrou na conta: quais leitos formam o denominador e quais saídas formam a contagem. · Discutir desempenho com números que não saíram da mesma definição: o mesmo indicador aparece em fichas diferentes com denominadores escritos de formas diferentes, e a conta do mês muda com o que cada serviço conta.
- h2 · A ocupação do mês veio alta e a diretoria quer abrir leitos novos. · Leia a ocupação junto com a permanência e o giro antes de pedir capacidade: é a combinação que separa leito produtivo de leito preso. · Tomar a ocupação isolada como prova de bom desempenho ou de falta de leito: o Manual do NIR (MS) lembra que indicadores de produção muito elevados podem indicar excesso de demanda para a oferta, e que o veredito depende de os de desempenho estarem adequados.
- h3 · Uma meta de ocupação em número fixo chega de fora (norma, financiador, diretoria). · Pergunte de onde vem o número, para que fim foi escrito e que acesso (recusa de pacientes) ele admite. · Tratar uma meta de qualificação ou de financiamento como regra universal de segurança, ou perseguir o número sem olhar o acesso.
Teste-se antes de seguir
Dois hospitais calculam a taxa de ocupação do mês com os mesmos pacientes-dia. Um divide pelos leitos instalados do cadastro; o outro, pelos leitos-dia operacionais. Qual denominador a ficha E-EFI-01 da ANS adota, e o que o outro uso faz com o número?
A resposta fica na Avaliação, sem spoiler aqui.
Responder na AvaliaçãoFontes (6)
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ficha técnica E-EFI-01, Taxa de Ocupação Operacional Geral, v1.01, nov/2012 (versão anterior do QUALISS, arquivada).
Número de leitos-dia operacionais – somatória de leitos-dia operacionais do hospital no período de um mês.
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Fichas técnicas dos indicadores, monitoramento da qualidade hospitalar (PM-QUALISS), 2021, ficha 5 Tempo médio de internação.
(total de pacientes -dia no período) / (total de saídas no período) Estratificar os dados da fórmula em
- Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio). Manual: Ficha Técnica de Indicadores Assistenciais, Atenção Hospitalar, 2023.
∑ de saídas (altas + óbitos + transferências externas) no período / Total de leitos
- Programa CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar). Indicadores hospitalares, indicador nº 46, Índice de intervalo de substituição (atualização 16-03-2021) [institucional: programa de adesão voluntária].
Fórmula: (1 - taxa de ocupação hospitalar) x tempo médio de permanência \ Taxa de ocupação hospitalar Unidade: dias
- Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Implantação e Implementação: Núcleo Interno de Regulação para Hospitais Gerais e Especializados. Brasília, 2017 (ISBN 978-85-334-2576-7).
Os indicadores de produção mostram-nos, em última análise, se a capacidade instalada está sendo adequadamente utilizada, indicando desperdício por ociosidade da estrutura quando estiverem abaixo da sua meta. Ainda, indicadores muito elevados podem indicar um excesso de demanda para a oferta
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ficha técnica E-EFI-03, Taxa de Ocupação Operacional de UTI Adulto, v1.01, jan/2013 (versão anterior do QUALISS, arquivada).
resultados de simulação pelo modelo da teoria das filas bem como dados empíricos mostram que a recusa de pacientes aumenta exponencialmente quando a taxa de ocupação operacional das UTIs ultrapassa 80-85%
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