Derrame pleural: do equilíbrio de produção e drenagem a transudato e exsudato
Em 30 segundos
O líquido pleural é filtrado de plasma na pleura parietal e retirado por linfáticos.
Escopo e método deste resumo
O líquido pleural é filtrado de plasma na pleura parietal e retirado por linfáticos. O derrame aparece quando a pressão hidrostática sobe, quando a pleura fica permeável por inflamação ou quando a drenagem linfática falha; a primeira via dá um líquido pobre em proteína (transudato) e a segunda um líquido rico em proteína e células (exsudato). A unidade percorre esse mecanismo e o que a SBPT diz sobre lateralidade, causas e o cuidado com o paciente em diurético.
Material educacional escrito com apoio de IA e conferido por revisão automatizada, sem revisão médica nomeada. Não substitui o livro-texto nem orientação clínica.
Essencial
- O espaço pleural recebe líquido por filtração de plasma na pleura parietal, a favor de um gradiente de pressão hidrostática.
- Os linfáticos que se abrem na pleura parietal drenam o espaço de forma ativa, o que mantém a pressão pleural negativa; produção e drenagem se equilibram e o volume permanece pequeno.
- Pressão hidrostática aumentada nos capilares empurra mais líquido para o espaço pleural, mas a membrana segue íntegra: o líquido sai pobre em proteína, um transudato.
- Inflamação, por infecção ou tumor, libera mediadores que aumentam a permeabilidade dos capilares e da pleura: passam proteínas e células, e o líquido é um exsudato.
- Fibrina ou infiltração tumoral comprometem os linfáticos: a produção segue igual, mas a remoção cai, e o líquido se acumula.
- Para dizer qual dos dois líquidos se tem, mede-se proteína e LDH no líquido e no plasma. Na regra original de Light, o líquido é exsudato se a razão de proteína (líquido/plasma) for maior que 0,5, ou a razão de LDH maior que 0,6, ou o LDH do líquido maior que 200 U/L: basta um critério.
O líquido pleural normal é pouco e vem de um circuito contínuo: é filtrado dos capilares da pleura parietal e retirado por linfáticos que se abrem nessa mesma pleura e bombeiam o líquido para fora.
Como o líquido é filtrado de plasma, a composição dele depende de a membrana continuar a segurar as proteínas. Se a causa é só pressão hidrostática alta em capilares íntegros, a membrana segura as proteínas e o líquido é pobre nelas, e a doença está nos vasos e no coração, fora da pleura. Se a causa é inflamação ou infiltração da própria pleura, a membrana deixa as proteínas passarem, e a doença está na pleura ou no pulmão ao lado.
Na clínica
O exsudato aponta, em geral, para doença da própria pleura; o transudato, para doença fora do espaço pleural.
Teste-se antes de seguir
Dois pacientes chegam com derrame pleural: no primeiro, o líquido está nos dois hemitórax; no segundo, só em um. Sem saber mais nada, o que a lateralidade sugere sobre o tipo de líquido de cada um?
A resposta fica na Avaliação, sem spoiler aqui.
Responder na AvaliaçãoFontes (1)
- Chubb SP, Williams RA. Biochemical Analysis of Pleural Fluid and Ascites. Clin Biochem Rev. 2018;39(2):39-50.
Formation of the fluid occurs by filtration of plasma across the capillary walls and the pleural mesothelial cells in the parietal membranes, following a hydrostatic pressure gradient.
Onde isso cai na prática
1 caso clínico do acervo exige este tema. Veja onde ele decide a conduta.
Homem de 58 anos com febre e dor ao respirar que não melhoram com antibiótico
Pneumologia
Abrir o caso grátis
Mais resumos de Respiratório
Depois de ler, use o que aprendeu
Atlas
Veja as estruturas do tema em 3D e navegue por camadas.
Caso clínico
Aplique o conteúdo numa decisão de plantão.
Exame
Interprete o resultado que fecha o raciocínio.
Avaliação
Responda as perguntas dos blocos e veja onde você está.
Tutor de IA
Tire a dúvida que o texto não resolveu.
Comece grátis: crie a conta e prove uma amostra do Atlas em 3D, do caso clínico, do exame, da avaliação e do tutor de IA. Sem cartão de crédito.
Começar grátis