Nível de consciência e coma: de onde vem a perda da consciência e como o exame separa lesão de tronco, atividade medular e confundidores
Em 30 segundos
Quatro obras sustentam a unidade: a Resolução CFM de 2017 (norma brasileira, usada só nas partes do exame clínico e dos confundidores), o consenso ERC/ESICM 2014, a coorte de Schmidt 2019 e a revisão da Escala de Coma de Glasgow de Andraos 2025.
Escopo e método deste resumo
Quatro obras sustentam a unidade: a Resolução CFM de 2017 (norma brasileira, usada só nas partes do exame clínico e dos confundidores), o consenso ERC/ESICM 2014, a coorte de Schmidt 2019 e a revisão da Escala de Coma de Glasgow de Andraos 2025. Ela cobre as duas famílias de causa do coma, a coexistência de causas, o que cada componente do Glasgow sonda e o exame em si: o estímulo que define o coma, a resposta supraespinhal contra a atividade medular, os cinco reflexos de tronco com seus cuidados, o corte do escore, a nota motora e os confundidores que fazem o exame mentir (hipotermia, sedativos). Ficam de fora a tabela completa do Glasgow, as síndromes de herniação, a fisiologia fina do sistema ativador, o tratamento das causas, a neuroimagem, o eletroencefalograma e o diagnóstico de morte encefálica.
Material educacional escrito com apoio de IA e conferido por revisão automatizada, sem revisão médica nomeada. Não substitui o livro-texto nem orientação clínica.
Essencial
- As causas de coma de etiologia indeterminada dividem-se, em linhas gerais, em doenças intracranianas que afetam de forma focal o sistema ativador reticular ascendente e doenças principalmente extracranianas que afetam as estruturas encefálicas de forma difusa.
- Um terceiro grupo reúne doenças cerebrais primárias sem lesão focal aguda, como as síndromes epilépticas, e os simuladores de coma: distúrbios psiquiátricos (mutismo acinético, estado dissociativo) e paralisia neuromuscular de doenças neurodegenerativas.
- Essas categorias não se excluem: o mesmo paciente pode ter mais de uma patologia que, sozinha, explicaria o coma, como uma intoxicação com uma hemorragia intracraniana, ou um infarto cerebral com hipoglicemia.
- Por isso a investigação corre o risco de ser encerrada cedo demais, assim que a primeira patologia explicativa aparece, e os autores defendem uma rotina padronizada disparada pelo sintoma coma, e não por um diagnóstico suspeito, e completada mesmo quando a explicação inicial parece evidente.
A abertura ocular, primeiro componente da Escala de Coma de Glasgow, sonda principalmente o sistema ativador reticular ascendente, no tronco encefálico, que sustenta o estado de alerta e a vigília. A resposta verbal depende de várias regiões do encéfalo, incluindo as áreas de Broca e de Wernicke, e de sua conexão com o tronco. A resposta motora avalia a integridade das vias motoras centrais e periféricas.
Como cada componente depende de estruturas diferentes, o padrão entre eles localiza o déficit: abrir os olhos espontaneamente sugere sistema ativador e hemisférios íntegros, enquanto precisar de estímulo para abri-los, ou não abri-los, sinaliza comprometimento de tronco ou do córtex em graus variados.
Na clínica
O limite da escala é de construção: as três subescalas são somadas como se tivessem o mesmo peso, e a mesma pontuação total pode vir de combinações diferentes, com perda de informação; a escala também não incorpora os reflexos de tronco encefálico, e a sedação e a intubação limitam sua aplicação.
Teste-se antes de seguir
Para afirmar que um paciente inconsciente não responde, que tipo de estímulo você aplica e onde, e que tipo de resposta motora precisa estar ausente para falar em coma não perceptivo?
A resposta fica na Avaliação, sem spoiler aqui.
Responder na AvaliaçãoFontes (2)
- Schmidt WU, Ploner CJ, Lutz M, Möckel M, Lindner T, Braun M. Causes of brain dysfunction in acute coma: a cohort study of 1027 patients in the emergency department. Scand J Trauma Resusc Emerg Med. 2019;27(1):101.
The underlying pathologies can broadly be classified into primary intracranial disorders that focally affect the ascending reticular activation system and primarily extracranial disorders that diffusely affect brain structures
- Andraos C, Siddiqi A, Brazdzionis J, Siddiqi J. Limitations of the Glasgow Coma Scale: challenges and considerations. Cureus. 2025;17(2):e78900.
Eye-opening, the first component, primarily evaluates the function of the ascending reticular activating system (ARAS) within the brainstem, which plays a critical role in maintaining arousal and wakefulness.
Onde isso cai na prática
2 casos clínicos do acervo exigem este tema. Veja onde ele decide a conduta.
Homem de 31 anos com alteração prolongada de consciência após traumatismo cranioencefálico
Neurologia
Abrir o caso grátisHomem de 62 anos encontrado sem resposta em casa e trazido ao pronto atendimento
Neurologia
Abrir o caso grátis
Mais resumos de Nervoso
Depois de ler, use o que aprendeu
Atlas
Veja as estruturas do tema em 3D e navegue por camadas.
Caso clínico
Aplique o conteúdo numa decisão de plantão.
Exame
Interprete o resultado que fecha o raciocínio.
Avaliação
Responda as perguntas dos blocos e veja onde você está.
Tutor de IA
Tire a dúvida que o texto não resolveu.
Comece grátis: crie a conta e prove uma amostra do Atlas em 3D, do caso clínico, do exame, da avaliação e do tutor de IA. Sem cartão de crédito.
Começar grátis